segunda-feira, 11 de abril de 2011

Soneto da despedida


Sinto no peito a dor da despedida...
Muitas perguntas ficarão sem respostas...
E eu irei, de mãos dadas com a vida
Fechando de vez da minha alma a porta

Perde-se o alento em busca da felicidade
E sai pela janela aquela intrepidez
Que deixa do seu medo a vulgaridade
Levando consigo toda sua altivez...

Quem dera houvesse lembrança de paz,
Ou pudesse seguir e não voltar atrás...
E ver nas promessas de amor a sinceridade

E viver a vida de certezas e fidelidade
Entretanto, vi na tempestade a frágil bonança
Pois no romper-se do véu, fugiu a esperança.