sábado, 2 de abril de 2011

Pausa


Quando seu coração pediu uma pausa, silenciando-se ao amor, ela foi tomada por um vazio e nada movia seu interior, nem as palavras lindas, as frases perfeitas ou a declaração mais explicita nada, lhe arrancava um sorriso ou uma lágrima, era a pior de todas as fases os piores momentos. Até descobrir o milagroso valor do silêncio, ela viu que na pausa não há música, mas que a melodia não existe sem a pausa, e no silêncio continuou a marcar o compasso de sua vida, com a mesma precisão, tomando a nota seguinte com firmeza, como se nunca tivesse havido uma interrupção... Ela entendeu a melodia do amor, o seu silêncio necessário, a sua morte, o seu nascer avassalador,
Compreendendo a “pausa” na sua própria vida, ela nunca mais se desesperou.