sábado, 4 de dezembro de 2010

Até que as águas nos unam...


Dir-se-ia uma prova de amor um tanto estranha... Mas,
Quem deixaria seus sonhos para viver um amor desconhecido
Alguém de quem pouco se ouviu falar, nem tenha visto seu rosto
Quem atravessaria um oceano na possibilidade de um desgosto

Eu, pois ainda ontem eu me encontrava em terra firme, hoje perdi
O chão, eu cantava no esplendor da manhã, hoje estou abatida e,
Canto na prisão. Ao meio dia eu me aquecia com o calor da solidão
Agora sinto medo deste sentir, do silêncio a afligir meu coração

Bem sei que a sombra faz o trabalho que a claridade não faz
Mas sei que o amor pede sempre mais, pois na sombra ou na luz
O amor se refaz e, vive de refazer-se, o amor é como a canção
Faz dormir ou acordar, sugere palavras, proporciona ocasião...

A minha alma engrandece este amor, pois nenhum outro a alcançou
Um querer se apega a suas palavras que, o meu ser as adotou
Ah! Alma minha, um amor além do mar te arrebatou? Saibas, nem
Sempre estamos preparados para o deserto, desta vez eu não estou.

Diga-me amor distante, esperava um amor assim tão presente?
Procura-me, estou tão só! Se for sua vontade logo me achará
Encontremos-nos no meio deste caminho, encurtemos este mar
Anjo tecedor de sentimentos rasgue o oceano e vem me buscar