domingo, 27 de junho de 2010

*Quadro (Aparecido Raimundo de Souza)


Bem que gostaria de morar nesse ameno lugar...
Da quieta paisagem da tela de minha sala...

Onde se vê calmamente, à tarde chegando ao fim
De sua branda paisagem, para ir repousar no poente...

Bem me sentiria nesse recanto encantador,
Em que o rio manso tem por palco o sabor

Da modesta casa choupanal, que muito se assemelha
A um garboso roseiral de flores formosas...

Ah! Que santo lugar!... Que cenário e singeleza!
Creio que ali, o silêncio reside com sua amada - a pureza!...

No pé de arvore recostado, se vê um violão que, talvez,
Tenha sido ali deixado por um caboclo tocador,

Para ir deleitar-se com a sua bela amada,
No pequeno barco a vela, que de quebrada em quebrada

Desliza... Completando essa aquarela com a paz do seu amor...
Lá está a Bela, está à pequena choupana

Nascendo do mato qual ameiga flor...
Afastada do mundo... De todos...

Longe do burburinho da cidade, cercada de paz,
Ternura, amor e o aconchego da saudade...

Lá está... Lá se vê...
Confesso minha querida:- Trocaria tudo na vida

Se eu ali naquele quadro,
Morasse só... Com você!