sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Amor (segundo Silviah)






Passo a meditar na complexidade do amor e seus efeitos 
Aquilo que a vida oferece em troca do que sentimos
No brinquedo de cristal que nos tornamos em mãos alheias
Quando do coração perde-se as rédeas o cristal vira areia.

O amor não se satisfaz consigo próprio, no fundo há exigências
Torna-se escravo do amor aquele que ama e o ser amado
Um se sente fraco e desprezado o outro se sente culpado
Causa e efeito não se separa e a aflição é o preço da incoerência.

A virtude do coração é o amor o par perfeito é o milagre
Está sempre em outras mãos o que pensa ser sua “outra metade
De onde vem o desejo de colher o que não se plantou
De tomar das mãos de outro aquilo que lhe é de tão grande valor?

Vem do poder extremado que nós mesmos damos ao amor
Quando queremos fazer de pessoas, o único antídoto capaz de nos curar
Como se elas fossem culpadas, por não amar-nos ou não poder amar
O amor não é cego antes, permite-se o controle a análise, o ponderar.

Não desdenho o amor, ao contrário opto pelo milagre
Em algum lugar está aquele que a mim foi destinado
Não me divirto com o errado enquanto o certo não chegar
Não quero que ao recebê-lo venha outra tentando me roubar.

Aprenda que pode colher num laranjal um limão
Basta apenas dar vida aos anseios e desejos do coração
Porém, não haverá com quem dividir o fruto que colher
Solidão, o preço da escolha errada, quem a dividirá com você?

O que é o amor para mim? O sentimento mais nobre que há
E é também, uma faca de dois gumes, capaz de ferir ou matar
Mas se não for proibido e for correspondido o amor é um
Caminho florido tão gostoso da gente trilhar.