domingo, 12 de setembro de 2010

Desprotegida




Bem cedo, antes mesmo que o sol despontasse no horizonte,
Me pus a pensar no tempo, na vida que segue de agora em diante...
No tempo em que a tristeza decorre do meu desânimo,
Tornando-se assim num tempo oportuno...


... Oportuno para a chuva,
Tempo de ar pesado,
De nuvens escuras,
Tempo de ter cuidado...


Agora meu coração está desprotegido, desabitado,
Vulnerável, solicito e numa terra sedenta. O tempo é de chuva,
As águas costumam trazer todo tipo de fragmento,
Não tenho recursos para guardá-los longe do meu pensamento.


E eu, muitas e muitas vezes, tentei mantê-lo a salvo aqui dentro,
Pois sei que, a vida frutífera busca tanto as chuvas como sol,
Silenciosa, partilho o nascer do sol com meu sofrimento,
Ficou a sensação de tempo perdido, de felicidade adiada,


E isso é tudo! Tudo que ficou em mim, neste momento e, mais Nada!

Silviah Carvalho