sábado, 23 de outubro de 2010

Perdoa-me meu amor

















Tenho te feito muito mal, parecendo não me importar
Com teu coração, não precisa me dizer que não, eu sei
Toda vez que voltas, eu te aceito e te vejo sempre igual  
Um pedido de perdão disfarçado num abraço “virtual”

Aceitei tuas vontades, e preferi tudo suportar
Ao ouvi-lo dizer “já vou”. Me torturou suas razões
Quando me pus em seu lugar. Mas te vi mais lindo!
Já me pareço volúvel, não sei mais me identificar

Nunca sei o que pensas de mim, o que te levo a pensar
Perdoa-me por nunca rejeitar sua presença, por te amar
Por sempre querer mais de você, o que não podes me dar
Como se nossos sentimentos fossem fáceis de banalizar

E mudar tão rapidamente. Eu nunca deixei de te amar
Em nenhum momento, mesmo que não creia em mim
Mesmo me pondo a prova em todo tempo. Será assim
Não me importo em como venha. Não fique longe de mim

Hoje senti um pouquinho de você. Momento inigualável
Me vi entregue a este sentimento estranho, esse desejo
Louco sendo consumida dia a dia e morrendo pouco a pouco
Como um peixe num anzol, incapaz de dizer não. Vulnerável.

Mas devo te libertar desta cruz que carrega nos ombros
Sozinho e em silêncio, tirando força não sei de onde
Da solidão talvez, de ver teu mundo ruir em escombros

Perdoa-me por só pensar em mim, admitindo que sofras
Perdoa-me por deixar o medo de ti perder me imobilizar
Se quiseres pode ir, mas te peço, por favor, não vá.

Silviah Carvalho