quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A poetisa Chorou...













Não houve sofrimento igual ao dela
Sob a luz da lua, debruçada na janela
Ela se lembrava ainda atordoada
De tudo, de como sua alma foi dilacerada

- A estrada por onde passavam....
As mãos dadas, o carinho...
O cantar dos pássaros..
O amor revelava-se pelo caminho.

Não havia maldade naquele amor
Cujo único algoz era o destino
Que insistia em lembrá-los do seu presente
O motivo que os faziam descontentes

Apesar... Sempre sorriam, trocavam afeto
Cartas docemente escritas eram trocadas
O amor era vivido intensamente e, entre
Amor e medo a poesia de suas vidas foi criada

O destino, ah! o destino silencioso e cruel
Jogou sobre eles o gelo guardado no tempo
Transparente, irremediável... Sabor do fel
Pondo um fim, no que seria a perfeita lua de mel

... Não houve sofrimento igual o dela
Hoje, sob a luz da lua, debruçada na janela
Tristemente dilacerada, sua queixa derramou
Sem mais palavras, pois todas são de dor...

Sozinha a poetisa chorou!