segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sou o que sou (Hamilton Kubo)


Vezes, estou tão longe que não podeis notar 
Vezes tão próximo que não podeis ignorar 
Sou sentimento constante a percorrer o mundo 
Sou sentido exaltado e vezes sentimento profundo
   
Das vertentes da vida me faço dramaturgo 
A dramaturgia latente que traz em vida todo um mundo 
Mas posso ser romancista a exaltar o romance 
Preciso tão somente da rosa e em mente belo semblante

Das rimas escolhidas faço poesia à preferida 
Dona de sorriso cintilante que nos alegra a vida 
De olhos bem abertos, brilhantes como o diamante 
Pois nenhuma admiração nasce para durar um instante
    
Dos amores passados, esquecidos e abandonados 
Faço a triste rima de lágrimas em estado elevado 
Das lamúrias que se abrigam numa vida 
Faz-se também a poesia das brumas que cobrem a lida

Dentre tantas facetas que pode-se ter 
Prefiro e escolho ser esta que acabei de vos dizer 
O amor enaltecido que na poesia encontra abrigo 
Ou a lamúria que tristemente traz o amor esquecido
   
Sou enfim este que vos escreve,  feito, moldado e criado dos sentidos.